
Manuel Alegre 29,21 654 votos
Francisco Lopes 28,23 632 votos
Cavaco Silva 25,77 577 votos
Fernando Nobre 12,15 272 votos
José Coelho 3,44 77 votos
D. Moura 1,21 27 votos

A proximidade a que Lisboa está faz com que muitos setubalenses lá trabalhem, deslocando-se diariamente, e faz também com que muitos acabem por assentar arraiais por lá, por se tornar mais cómoda essa opção, quer por motivos profissionais, quer por motivos pessoais. São muitos os quadros superiores, criativos e artistas de Setúbal que estão numa ou noutra situação, fazendo com que a sua cidade se despovoe de cérebros que poderiam contribuir para o seu desenvolvimento.
Essa proximidade tem destas coisas, mas não explica tudo. Almada e Seixal estão mais próximas de Lisboa e há décadas que apresentam uma dinâmica cultural e empresarial que não existe por estas bandas, apesar de nesses concelhos haver ainda mais gente a trabalhar em Lisboa. Então pergunta-se: se esses concelhos conseguem, apesar disso, uma dinâmica invejável, por que razão não a consegue Setúbal?
A resposta para esta pergunta não é fácil nem linear, pois assenta em vários factores, alguns de origem política que remontam a algumas décadas atrás. Alguma falta de dinâmica inerente aos próprios setubalenses residentes pode explicar também parte do problema. A falta de infra-estruturas de âmbito cultural também.
Setúbal nunca teve salas de exposições em quantidade e qualidade suficientes para corresponder às necessidades, mas menos ainda as tem nos tempos que correm. Actualmente também não tem salas de espectáculos que dignifiquem uma cidade com 100 mil habitantes, capital de distrito. As obras e os impasses por que passam o fórum Luísa Todi e o cinema Charlot deixam-na debilitada em termos de oferta cultural. Vão valendo os pequenos espaços alternativos de colectividades, associações e bares, assim como o esforço de muitos que, tantas vezes com tão poucas condições, fazem das tripas coração para manter viva a cultura e a esperança de melhores dias para a cidade.
Com Lisboa aqui tão perto é importante que se faça algo, urgentemente, para mudar este panorama.
«O Set.» -Como vê a cidade de Setúbal?
Odete Santos – De Setúbal estou muito afastada e nem quero meter-me outra vez nisso. Setúbal não desenvolve, está sempre parada e numa apagada e vil tristeza. É uma tristeza muito grande, eu que andava sempre aí na rua passo os dias fechada em casa.
Se uma antiga presidente da assembleia municipal, com o seu partido a frente dos destinos da nossa cidade fala assim, um comum cidadão como eu fica sem palavras.
Ostras ao natural, ostras grelhadas ou ostras à setubalense. Estas são apenas algumas das sugestões apresentadas por mais de uma dezena de restaurantes da capital do Sado durante a iniciativa Aqui Há Ostras, quinzena gastronómica integrada no Festival da Ostra, a decorrer em Setúbal até 10 de Outubro.
Além da quinzena gastronómica Aqui há Ostras, o programa integra outras acções, como o passeio Por Este Rio Acima, marcado para dia 9 de Outubro, entre as 10h15 e as 19h30, e que consiste na subida do Sado até Alcácer do Sal, num antigo galeão do sal,
As inscrições são feitas através da operadora turística Troiacruze (265 228 482 /info@troiacruze.com )
As comemorações do Dia Mundial do Turismo terminam em tom de gala, no dia 10 de Outubro, a partir das 19h00, com o encontro “Ostras e Champanhe - Jazz em Setúbal”, no Hotel do Sado.
Num ambiente muito especial, criado por uma das mais belas panorâmicas da cidade, ao som do jazz, chefs de cozinha, inspirados na beleza do Rio Sado e nos produtos locais e regionais, apresentam diversas iguarias numa homenagem à Associação Baia de Setúbal.
As inscrições para o jantar podem ser feitas pelo telefone 265 542 800.
Restaurantes aderentes:
Restaurante Baluarte da Avenida
Restaurante Estuário do Sado
Restaurante O Miguel
Restaurante Pérola da Mourisca
O artista setubalense Toy recebeu, pela sua actuação na edição deste ano da Feira de Sant’Iago, cerca de 25 mil euros. Um valor questionado pelo vereador Fernando José do Partido Socialista, na reunião pública de câmara da passada quarta-feira.
“Como justifica que o artista setubalense Toy tenha actuado na última edição da Feira de Sant’Iago auferindo um cachê acima dos 25 mil euros”, interrogou o vereador socialista à presidente da autarquia.
Fernando José expôs, durante a última sessão de câmara, que a informação relativa ao valor da remuneração, terá partido de “fonte próxima do artista”, acrescentando que “o cachê normal do artista, noutras cidades é de cerca de 11 mil euros”.
O vereador estranhou ainda o facto de ter sido a própria câmara municipal a pagar a contratação do cantor, dado que, “pensava que fosse a Sociedade Parque Sant’Iago a fazê-lo”, expressou.
Por seu lado, a presidente da câmara referiu que “não fazemos juízos em relação ao trabalho dos outros…”, salientando que “também em Setúbal o Toy já levou 5 mil euros e algumas vezes fez espectáculos gratuitamente”.
Para Maria das Dores Meira “não é nada de mais que tenha pedido 25 mil euros”, concluindo que “só temos que saber se queremos ou não aquele artista e se temos dinheiro para lhe pagar”.
O protesto público seguiu-se "a oito anos de correspondência sem resposta da direcção do Parque Natural da Serra da Arrábida [PNA]", explicou ao CM Pedro Vieira, um dos organizadores do Happy Hour de Luto pela Arrábida, que içou uma bandeira negra na praia do Portinho.
O momento de leitura de um manifesto foi o ponto alto do protesto, no qual participou Maria das Dores Meira, presidente da Câmara Municipal de Setúbal, mesmo tendo a autarquia, tal como o PNA e a Região Hidrográfica do Sul, sido considerada co-responsável pelo "estado de abandono" a que chegou aquela área.
No topo das reclamações esteve o desassoreamento galopante da praia do Portinho/Creiro. "Onde antes havia areia, existe agora um mar de calhaus, que se estende de uma ponta à outra da praia. Por outro lado, toda a baía do Portinho está completamente assoreada, não ultrapassando um par de metros de profundidade, mesmo em plena maré-cheia", criticaram utentes e comerciantes.
O protesto na Arrábida continua no domingo, desta vez na água, mobilizando os pescadores desportivos, bem como uma associação de armadores e um sindicato de pescadores, contra o Plano de Ordenamento da Arrábida.
in correio da manha