quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Francisco Finura




«Professor de hipnose, psicanálise, magnetismo e fascinação, ilusionista, fakir, toureiro, astro internacional de cinema, arqueólogo, marinheiro de longo curso, escafandrista, cozinheiro, mergulhador profissional, homem-rã, industrial de conservas, serralheiro, torneiro, bate-chapa, mecânico, electricista, boxeur, judoca, ciclista, hóquei em patins, basquetebol e voleibol.»


Excelente fotografia de Maurício Abreu

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Festas de Nossa Senhora do Rosário de Tróia


Durante três dias decorreu na Caldeira em Tróia, as festa em honra da senhora do Rosário. Ontem, ultimo dia das festividades decorreu o cortejo cheio de cor e alguma fé, esta tradição da comunidade piscatória de Setúbal (Fontainhas) vira-se à cidade.
Pouco faltava para as 17h30 quando os barcos se começaram a alinhar na Caldeira para dar início ao momento mais emocionante das Festas de Nossa Senhora do Rosário de Tróia.
Este ano, coube à "“Mãe do Mar”, o privilégio de transportar a imagem que protege os
pescadores do desgosto e da má sorte, esta embarcação seguiu na frente do círio, transportando a banda de música, seguida então por todos as outras embarcações, de pesca profissional e de recreio.
Cerca das 18h00 partiram da Caldeira em direcção a Setúbal, com passagens pela Marina de Tróia e Hospital do Outão, onde os participantes, a bordo das embarcações, trocaram acenos com lenços brancos com doentes ali internados, e que aguardam nas varandas a passagem do círio.
Ainda e sempre ao som das buzinas dos barcos e da fanfarra dos Bombeiros, a procissão passou frente à Comenda, praia da Albarquel, parque urbano, Lota, jardim da beira-mar, terminando na parte exterior da doca das Fontaínhas.
E assim se juntaram centenas de pessoas ao longo da margem, crentes ou simples curiosos, elevando os lenços brancos, lançando flores ao rio em memória dos que morreram no mar, velando as lágrimas, sussurrando orações. De quando em vez, os barcos alinham lado a lado voltados para terra, como que devolvendo os cumprimentos nos olhos das pessoas.
E assim se vão juntando centenas de pessoas ao longo da margem, crentes ou simples curiosos, elevando os lenços brancos, lançando flores ao rio em memória dos que morreram no mar, velando as lágrimas, sussurrando orações. De quando em vez, os barcos alinham lado a lado voltados para terra, como que devolvendo os cumprimentos nos olhos das pessoas.

Já no século XVI se fazia referência à festa de Santa Maria de Tróia. Por este nome depreende-se que as festividades foram sempre dirigidas a Nossa Senhora, mas com invocações diferentes. Reza a lenda que há muitos anos "havia duas festas, uma dos camponeses da Comporta e do Carvalhal, e outra dos pescadores de Setúbal". Mas, conta Armando Oliveira, presidente da comissão organizadora, houve uma altura em que a primeira acabou e houve um interregno na dos pescadores. Foi nesse período que um pescador vinha de regresso de Tróia em direcção a Setúbal e fez-se um ciclone. "O homem abrigou-se debaixo do nicho de Nossa Senhora, salvou-se e garantiu que a festa não se deixaria de fazer a partir daí". Assim foi, pelo menos durante uns anos, já que mais tarde houve nova interrupção e foram os sacristães de Santa Maria, de São Julião, de São Sebastião e da Anunciada que retomaram a festividade, há 75 anos.
Dizem que esta Santinha foi encontrada enrolada na areia e foi apanhada por um pescador, que juntamente com os seus camaradas lhe construíram uma pequena e tosca capela. O aparecimento desta imagem na praia, deve-se a qualquer naufrágio que se tivesse dado na costa, pois os navios que faziam longas viagens traziam sempre a bordo a imagem de uma Santa e, como esta foi encontrada em Tróia, daí o nome de Nossa Senhora da Tróia.
Mas tudo isto data de muitos anos atrás, pois que se sabe que nos finais do século XVI, já existia a capela de Nossa Senhora de Tróia, realizando-se nessa altura duas festas, em Agosto todos os anos, sendo uma de camponeses da Comporta e do Carvalhal e outra dos pescadores de Setúbal . E foi por ordem de D. João V, que ali foi colocado um capelão para que pudesse dizer a missa.
Esta Imagem foi transferida da sua ermida junta às ruínas de Cetóbriga em 1853 para Setúbal ficando na igreja da Boa-Morte (que hoje já não existe) onde esteve 45 anos, até se fazer a actual capelinha que se encontra ainda na Caldeira da Tróia, desde 1898, começando a realizar-se as festas e procissões em honra de Nossa Senhora da Tróia a partir de 1946. A esta procissão pelo mar sofreu um interregno de: 1974 a 1980, mas a partir dai tudo se normalizou.

O Fado da Caldeira

Perguntaram-me outro dia
Se era boa a brincadeira
Que sempre aqui se fazia
Na nossa querida Caldeira
Respondi sem hesitar
Com grande satisfação
Que se passava a brincar
A temporada de verão

Refrão

Tardes amenas
Noites serenas
Isto é caldeira
Gente modesta
Mas sempre em festa
Isto é Caldeira
Pois toda a gente
Entra contente
Na brincadeira
Rir e folgar
É a divisa
Cá na Caldeira
São três meses de folia
E de sã camaradagem
Banhos de mar e sol de dia
Á noite uma fresca aragem
O tempo aqui na caldeira
É de chuva, vento, sol e calor
Há respeito e brincadeira
Cabo de mar e regedor

Refrão

Rapazes e raparigas
E Família muito sérias
Para descansar as fadigas
Vêm aqui passar as férias
E quando tudo partir
Em franca fraternidade
Todo ano vão sentir
Desta Caldeira Saudade


Ano de 1951
Música: Tudo isto é fado
Letra: Glória Zorro
Canta: Mariana Pereira


Excelente reportagem fotográfica em barcosnoriosado.blogspot.com

http://www.slide.com/r/yHEhx8RwzD8ZZhrlDEwupoYixmguZlXT?map=2&cy=bb

Festa do Teatro


Do teatro, música, curtas-metragens, oficina de teatro, debates, espaço do conto, aos espectáculos de sala e de rua, formas artísticas emergentes e de natureza pluridisciplinar, a Festa continua a ser um interlocutor entre os artistas e a comunidade.

(…) Vendo o mundo além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, géneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida.
Teatro não pode ser apenas um evento – é forma de vida! Actores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a Transforma! (…)
Augusto Boal

De 22 Agosto a 5 de Setembro, a Festa Faz-se!

AGOSTO
22> 19h> Salão Nobre> Sessão de Abertura – Teatro Estúdio Fontenova ☻
22> 22h> Claustros do Convento de Jesus> Uma Rampa para ti – Fiar – Centro de Artes de Rua de Palmela
23> 22h> Auditório José Afonso> Humanum Fatum – PIA – Projectos de Intervenção Artística. ☻
24> 22h> Escola Sebastião da Gama> Oro8oro – Teatro Estúdio Fontenova
26> 22h> Escola Sebastião da Gama> Le tour du monde en 80 voix – Khalid K, França
27> 22h> Clube Setubalense> Mostra de Curtas-metragens – Experimentáculo ☻
28> 22h> Escola Sebastião da Gama> Cafundó – Onde o Vento Faz a Curva – CIA D’Artes do Brasil
28>22h > Cine Teatro - S. João/Palmela > Le tour du monde en 80 voix – Khalid K, (França)
29>19h |21h | 22h30> Praça do Bocage> Luto Clandestino – Teatro O bando
30> 22h> Clube Setubalense> Narrador, narra-me uma narrativa… – Teatro Estúdio Fontenova ☻
31> 22h> Academia Problemática e Obscura (R. Deputado Henrique Cardoso) – Conversas de Teatro – O Teatro como Poder – Fernando Dacosta, Eugénia Vasques e Rui Pina Coelho ☻

SETEMBRO
02> 22h> Parque do Bonfim> As Justiceiras – Teatro ao Largo
03> 22h> Escola Sebastião da Gama> Canção do Vale – Teatro dos Aloés
04> 22h> Escola Sebastião da Gama> Apresentação do Trabalho final da Oficina de teatro/ Educação para a Cidadania e Inclusão ☻
05> 22h> Escola Sebastião da Gama> Apresentação do Trabalho final da Oficina de Teatro/ Educação para a Cidadania e Inclusão ☻
05> 23h> Claustros do Convento de Jesus> Concerto com Baile Mandado –Bailebúrdia

☻ Entrada livre

Mais informações em: Blog www.teatrofontenova.blogspot.com

domingo, 23 de agosto de 2009

O mármore da Arrábida






Sobre este maravilhoso mármore e seu uso em construções na nossa cidade, tenho manifestado o meu desacordo, quanto ao emprego do mesmo na construção do cruzeiro implantado no Largo de Jesus, frente ao Mosteiro, conforme de uma maneira geral, este é considerado como tendo sido feito com pedra mármore do nosso monte Barbárico.

Embora não seja petrólogo tenho assente esta ideia, em declarações escritas do petrólogo setubalense Luís Gonzaga do Nascimento, que numa separata do jornal A Indústria de 1946, diz o seguinte:” O artístico cruzeiro de Jesus é de mármore da Serra do Viso (mármore muito semelhante ao da Arrábida, mas mais difícil de polir do que este), e não de mármore da Arrábida como erradamente se tem dito e escrito.” Mais adiante esclarece melhor algo sobre os seus estudos.

“ Tenho na minha colecção de petrologia local, várias amostras de mármore da Arrábida e mármore da Serra do Viso. O mármore da Serra da Arrábida é mais aglutinado do que o da Serra do Viso. Se bem que grandemente semelhantes, no mármore da Arrábida predominam as manchas negras e arroxeadas. No mármore da Serra do Viso predominam as manchas esbranquiçadas barrentas.”

Para ainda esclarecer melhor estas dúvidas, tenho em meu poder a revista Panorama de 1842, que confirma tudo isto que tenho escrito sobre o Cruzeiro e Mosteiro de Jesus, construído também do mesmo mármore, e que passo igualmente a transcrever:

“ Merece porém especial notícia a pedra, que nesta construção foi empregada, por isso mesmo que não é comum o uso dela, e dá ao corpo da obra uma aparência de certo matiz, a que os olhos andam pouco afeitos; é o grés vermelho antigo (older red conglomerate dos ingleses), que foi extraído da Serra de S. Filipe e Viso, vizinha `vila de Setúbal; desta pedra nos consta que havia obras no hospital de S. José, desta corte.”

Realmente não se compreendia, que se fosse buscar à Serra da Arrábida o seu mármore, quando o tínhamos bem parecido à nossa porta, ou seja, o filão de pedra do Viso até à Serra de S. Filipe, que foi engolido possivelmente pelas movimentações terrestres de há algumas centenas de anos após, ou por ser um filão pouco extenso.

Julgo que confirmei o que tenho escrito sobre este assunto, que alguns ilustres e esclarecidos setubalenses na área histórica, tem posto em dúvida.

Por João Francisco Envia no jornal "O Setubalense" de 10-08-2009

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Petição Quando Troia era livre


"Quando a troia era livre" é o nome de uma petição publica que esta a decorrer na net aqui fica o manifesto:

" Petição Quando Troia era livre
Para:Presidente da Camara Municipal de Grândola

É com enorme desgosto que assisto a destruição de mais uma das belas paisagens do meu conselho de Grândola, estou a falar de Tróia é claro que deixou de ter aquelas belas praias selvagens para passar a ter betão.
Tróia foi servida de bandeja ao paradigma nacional dos negócios de lucro fácil e do capital intensivo, Belmiro de Azevedo. Pelo meio, a perspectiva de um Casino a fazer brilhar de cobiça os olhos do um autarca de Grândola a sonhar com o dinheiro que lhe permitirá acrescentar "obra" àquela que tem deixado implantar nas zonas dunares e agrícolas ao longo da costa alentejana... O facto de Tróia pertencer ao Concelho de Grândola não foi a única justificação para que o "Debate Público" sobre o projecto fosse agendado para Grândola, para bem longe daqueles que historicamente usaram as suas praias.

A um Estado incompetente em gerir um recurso natural e histórico de valor inestimável, juntou-se a oportunidade do negócio exclusivo. Com a desculpa do turismo, a construção maciça de segunda habitação para rico desfrutar. E o autarca "socialista" de Grândola a sonhar com o dinheiro das licenças de construção e do imposto autárquico...


José Sócrates, também "socialista" rendido aos valores da especulação imobiliária, o mesmo que patrocinou a co-incineração do outro lado do rio no meio das crateras da cimenteira Secil (convenientemente tapada digitalmente nos primeiros vídeos de apresentação do empreendimento), lá foi fingir a ignição da implosão das duas torres que teriam ficado mal construídas desde os tempos da Soltróia.


Hoje, os velhos ferrieboats a preto e branco da Transado, que transportavam pessoas e automóveis para o outro lado do rio, foram substituídos por outros de uma toda modernaça cor verde-alface... de estufa. Não foi só a cor das embarcações que foi alterada, o trajecto também, que passou a ser mais longo e feito para o interior do rio, para um antigo embarcadouro dos fuzileiros e pelo meio da rota de alimentação dos famosos golfinhos de Setúbal - de facto, roazes corvineiros, uma comunidade em declínio acelerado e já considerada em extinção pelos biólogos marítimos.


Para colmatar a distância do cais às praias da costa, a empresa de Belmiro colocou autocarros para levar as pessoas do cais dos ferrieboats para a costa. E fez cair sobre os "clientes" a duplicação do tempo de viagem e sobretudo o preço de acesso às praias. As embarcações que transportavam exclusivamente pessoas estão paradas no estaleiro, anunciaram-se novos hovercraft para os substituir mas estes ainda não apareceram - hovercraft, já os ouve no Rio Sado, mas desapareceram: dentre outras razões, o preço era tão proibitivo que os "convencionais" mantiveram a preferência dos setubalenses.

Quem pretender fazer o caminho a pé ao longo da costa terá à sua frente vedações e seguranças que o demoverão de passar na "propriedade privada". Uma repetição do abusivo impedimento da passagem pelo meio das urbanizações construídas em redor dos antigos caminhos de acesso às praias, iato num país que escreveu na Constituição que a orla marítima é de Direito Público e que não reconhece a existência de praias privadas... A desculpa: “os abusos” de alguns . A velha desculpa dos gestores incapazes de defenderem o Bem Público, e de quem encontra aí o argumento-chave para convencer os idiotas úteis quando é necessário acabar com o que é de Todos e de Todas.


Os signatários
"

sábado, 15 de agosto de 2009

CAGALHÃO DA MARIA ESQUELHA

BAIRRO SALGADO






A partir do século XIX houve um impulso no desenvolvimento de Setúbal, com a chegada do caminho-de-ferro em 1860, o início da construção da avenida Luísa Todi e a elevação da a cidade. Para além destes marcos de desenvolvimento, foi também neste século que começaram a funcionar as primeiras fábricas de conserva e o início da fama das laranjas e moscatel de Setúbal.
O aumento da população de Setúbal, devido à fixação das indústrias conserveiras, por industriais franceses, na cidade e toda a deslocação de operários para essas indústrias, levou a que fossem estudadas formas de alargamento da cidade. Nesse momento da história, a cidade existente estava encurralada entre o Rio Sado e as imensas quintas, praticamente chegavam à avenida Luísa Todi. Foi nos finais do séc. XVIII que se iniciou a construção do bairro Salgado com a delimitação de algumas ruas, representando na Idade Contemporânea a primeira expansão da cidade para o Norte, tendo ficado concluída até 1985.
A maioria da burguesia decidiu investir neste bairro, tendo-se tornado na zona residencial por excelência dos anos 20, com vivendas unifamiliares inseridas na arquitectura da corrente Arte Nova.
O aspecto exterior das habitações do bairro Salgado distinguia-se pelo uso de elementos como azulejos, balaústres e alguns relevos do estilo Arte Nova. As cores do exterior eram normalmente garridas, como o rosa e o amarelo, combinando com o friso de azulejos do tipo Arte Nova.
Nesta zona não foram construídas unidades fabris, por influência dos próprios industriais, para não serem incomodados pelo cheiro, pelo barulho e pela presença dos operários, junto às suas moradias.
Actualmente, a maioria dos edifícios estão ao abandono e carecem de obras de manutenção e conservação.

domingo, 9 de agosto de 2009

Revista "Evasões" de Agosto.



A edição de Agosto da revista “Evasões” publica um destacável de 28 páginas inteiramente dedicado a Setúbal, que exalta a oferta e os recursos turísticos e culturais do Concelho.
O suplemento intitula-se “Setúbal é um mundo”, destacando “a serra, o rio, o mar, a boa mesa e as praias de eleição”, para concluir que, “em Setúbal, a diversidade está bem presente” e que a “História e a cultura também ganham terreno num concelho virado para o futuro”.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Programa aprova gare que receberá um milhão de pessoas


Estação destinada a receber comboios, autocarros e embarcação - vai receber um milhão de utentes, que anualmente deverão começar a fazer a travessia do Sado, entre Setúbal e Tróia, a partir de 2011

Uma revolução nos transportes de Setúbal está a caminho. Tudo porque a proposta de uma estação multimodal (destinada a receber comboios, autocarros e embarcação) faz parte do Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROTAML), aprovado ontem. O projecto visa responder ao milhão de utentes que anualmente deverão começar a fazer a travessia do Sado, entre Setúbal e Tróia, a partir de 2011, sendo que cerca de três mil serão trabalhadores do novo resort do Litoral Alentejano.

O projecto, idealizado para a Doca das Fontainhas (onde atracam os ferries) era considerado prioritário pela autarquia sadina em sede de revisão do Plano Director Municipal (PDM), mas agora acabou por ser reconhecido no âmbito de um plano superior da autoria do Governo. "Isto quer dizer que passamos a ter garantias de que a estação vai ser feita, porque há o interesse da Refer e do Ministério das Obras Públicos, a quem compete pagar a maior percentagem das obras", segundo o vereador André Martins.

Para já, ainda não existe orçamento nem uma previsão de quando a obra poderá avançar, embora uma equipa se encontre a elaborar o programa de execução para criar os projectos, com os respectivos custos, sendo que o PROTAML deverá ser aprovado no início de 2010. Contudo, segundo o autarca, não é de excluir que a futura estação venha a estar concluída em 2013, dado que existe a possibilidade de vir a ser candidatada ao Quadro de Referência Estratégico Nacional.

O objectivo da estação multimodal visa responder à saturação em que mergulhou a estação rodoviária, em plena baixa, e ao facto da estação de comboios (na Praça do Brasil) distar quase dois quilómetros da zona ribeirinha. "Isto não é uma ligação directa entre Lisboa e Tróia, porque as pessoas têm de ir a pé ou alugar um táxi", sublinha o vereador, alertando ainda para um projecto paralelo que contempla a abertura de um concurso para encontrar um novo concessionário de transportes públicos para a cidade, que utiliza veículos amigos do ambiente, que circulem sobre carris.

"Temos os comboios da Fertágus, que fazem ligação de Lisboa à Praça do Brasil, mas precisamos de ter um outro tipo ainda mais leve", admite, revelando estar apostar no modelo - que já existem em cidade europeias - do "Trem Trem".

Trata-se de um comboio ver- sátil, com o qual a autarquia tenciona vir a fazer a ligação às praias da Arrábida, ao Instituto Politécnico e a Palmela. "É a solução para resolver o problema de circulação em Setúbal", afiança André Martins.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Bairro Troino






O bairro de Troino é um dos bairros mais castiços da cidade de Setúbal e foi provavelmente nele que nasceu a pronúncia denominada "Charroca" (acentuação nos RRs) . Este bairro era habitado principalmente por pescadores provenientes do Algarve.

Os pescadores de Troino, eles caracterizam-se pelo seu porte altivo, desdenhoso e um pouco desordeiros. Vestiam camisolas fortes, barretes grossos, calças de serrubeco, cinta preta, grandes botas altas de cabedal até cima dos joelhos e cujas solas são de madeira, grandes meias de lã dentro delas, e no dia de vendaval usavam um fato oleado e um chapéu de nome "sueste", mostrando então como se vestiam e se posicionavam os homens do mar. Quanto às mulheres, trajavam saias compridas e rodadas, blusas iguais ou cor diferente, um avental que acompanhava o comprimento da saia, lenço na cabeça e muitas ainda punham o lenço de cambraia e capote

A sua pesca era diversificada pois as suas redes e barcos possuíam peixes de diferentes espécies, sendo no entanto muito abundante a sardinha. Durante longos anos, conservaram uma característica especial de um antigo tipo de pescadores setubalenses. "Enchiam" o rio com as suas lanchas, canoas, galeões e buques.
Os pescadores, pessoas supersticiosas, que contavam lendas de bruxedos, de almas de outro mundo e também mouras encantadas. Entoavam os seus cantares pelo mar fora; lançavam as redes e recolhiam-nas, com um movimento, uma maneira muito própria, com algumas toadas. Quando descansavam, faziam trovas na viola.


"Toada da Beira-Mar"


"ai, ai, ai
o meu amor foi-se embora
lá vai com a maré cheia
já lá vai pl'a barra fora

ai, ai,ai
o meu amor anda o´ mar
quem tem amor mareante
não tem homem pr'a casar

ai, ai, ai
o meu amor foi-se embora
lá vai com a maré cheia
já lá vai pl'a barra fora"


O descarregador do peixe usava calças de ganga até aos joelhos, corda com nó corredio para as segurar, casaco de ganga com algibeiras, camisa de quadrados desabotoada, lenço vermelho na cabeça, copa de chapéu de feltro por cima do lenço, grande chapéu de lona redondo, de abas largas e altas, pintado de qualquer cor, com desenhos de peixes e barcos. Um pormenor interessante é o terem por cima do chapéu uma rodilha onde equilibram a canastra de peixe. Uma particularidade também interessante é o facto de todo o peixe que cai da canastra para dentro da aba do chapéu, visto o corpo balançar, ser pertença do descarregador.

O Círio da Arrábida é uma festividade de carácter religioso, realizada por pescadores do bairro de Troino em honra de Nossa Senhora da Arrábida.


Poema de Paula Martins intitulado Bairro Troino:

Bairro Troino, Bairro Troino
Bairro Troino tradição
Fonte nova, Palhavã
Vivem no teu coração


Tens o Largo da Palmeira
E a Fonte da Xaroca
Nas Tabernas os Pescadores
Chegam cansados da Doca


Ai Bairro Troino
Gente de Fé e Devoção
Nossa Senhora da Saúde
E Anunciada no Coração


Bairro Troino, Bairro Troino
Bairro Troino sem idade
Da doçaria o Segredo
Da Bolacha Piedade


Foi a Rua da Brasileira
Entre todas a escolhida
P’ra ver nascer Luísa Todi
Que deu nome á Avenida


Ai Bairro Troino
Gente de Fé e Devoção
Nossa Senhora da Saúde
E Anunciada no Coração


Ai Bairro Troino
A Procissão vai a passar

É noite de S. Marçal
Cheiro de Alecrim no Ar



quinta-feira, 9 de julho de 2009

Novos catamarãs “Roaz Corvineiro” e “Garça Branca”, mais duas espécies em vias de extinção no Sado???





Finalmente estão a trabalhar os novos catamarâs e as viagens são bastante agradáveis se excluirmos o preço um pouco elevado e as ultimas travessias serem muito cedo para um resort.

Setúbal Doca do Comércio

6:30 11:35 16:40
7:20 12:25 17:35
8:10 13:15 18:25
9:00 14:10 19:15
9:50 15:00 20:05
10:40 15:50 20:55



Tróia Ponta do Adoxe


6:55 12:00 17:05
7:45 12:50 18:00
8:35 13:40 18:50
9:25 14:35 19:40
10:15 15:25 20:30
11:05 16:15 21:20



Mais informação em :

www.atlanticferries.pt/

quarta-feira, 1 de julho de 2009

"Quando a Tróia era do Povo"




O livro "Quando a Tróia era do Povo", que recolhe dezenas de testemunhos sobre as vivências populares naquela península nos anos 50, 60 e 70, esgotou três edições em um mês, só na cidade de Setúbal. Para Jaime Pinho e Maria José Simas, que participam no projecto com outros cinco professores e com um colectivo de alunos do 9º ano da Escola Secundária D. João II, em Setúbal, o livro captou a frustração da população da cidade, que se sente excluída face ao empreendimento Tróia Resort, da Sonae Turismo.

"O livro chegou num momento particularmente sentido pela população de Setúbal, que finalmente vê o que aconteceu em Tróia neste último ano", contou Jaime Pinho, professor de História, à agência Lusa, recordando que, em meados do século XX, "o espaço era um autêntico paraíso para a comunidade setubalense e não só, também para a comunidade da região e do país".

"Sobretudo nos anos 50, 60 e 70, Tróia acolhia dezenas de milhar de pessoas que, em grande percentagem, acampavam ali durante os três meses de Verão. Mesmo quando iam para as aulas ou para o trabalho, mantinham as suas tendas e barracas e voltavam para dormir", contou.

Referindo-se à transformação da península pelo projecto Tróia Resort como "uma viragem muito grave" e "brutal", o docente explicou que a população sente "um misto de nostalgia e de revolta" pela "humilhação" que Setúbal está a viver.

Ao verem o livro, há nas pessoas "um brilho nos olhos, o prazer de reverem os tempos que lá passaram e, por outro lado, uma revolta por serem praticamente impedidas de voltar", afirmou, assinalando "uma grande comoção na comunidade setubalense" face a uma mudança que acontece "perante os nossos olhos e a nossa impotência".

"Tróia está aqui mesmo à nossa frente mas, simultaneamente, longe. E as pessoas, agora, só podem ver Tróia por um canudo", declarou à Lusa, descrevendo uma visita recente à praia.

"Na quarta-feira, seis elementos da equipa - dois entrevistados, dois alunos e dois professores - foram a Tróia e o que vimos é triste: uma autêntica cidade mas sem pessoas. Nada da azáfama, da intensidade, das brincadeiras das crianças, do ambiente de libertação e de prazer de outrora", declarou.

Uma impressão partilhada por Maria José Simas, professora de Inglês e Alemão e também participante no livro, publicado com chancela da Escola D. João II a 25 de Maio e que, desde então, esgotou três edições (3.200 exemplares) na cidade de Setúbal, único local onde está à venda.

"Quem é de Setúbal, quem aqui vive, sabe que as filas para Tróia eram imensas. As famílias iam para a praia a pé, com os seus farnéis e sombrinhas", recordou, falando numa mudança de cenário "agora que o cais de desembarque dos 'ferry-boats' foi deslocado para lá da Caldeira e os bilhetes custam dois euros por viagem".

Face a esta alteração com que a população de Setúbal se viu confrontada, a docente diz não estar surpreendida com o sucesso do livro, que esta semana terá a sua quarta edição.

"Frequento os locais populares: vou à mercearia, ando de autocarro e oiço as pessoas. Por isso, sabia que existe, em Setúbal, uma frustração latente em relação ao destino de Tróia. Não sabia é que essa frustração era uma saudade tão sentida e tão comovida", reconheceu.

Maria José Simas espantou-se, contudo, por o livro "transmitir esse sentimento de forma tão vívida" e por pessoas de diversas idades e zonas da cidade utilizarem "um discurso tão próximo para falarem das suas memórias".

De acordo com a professora, o livro "não é uma obra literária" mas "um registo de memórias, de vivências colectivas, comunitárias" e qualquer pessoa pode lê-lo e compreendê-lo.

O projecto de "Quando a Tróia era do Povo" teve início em Setembro de 2008 e decorreu até Maio passado, mobilizando os estudantes para a preparação das entrevistas e a recolha dos testemunhos junto de "avós, tios e vizinhos, que ficaram encantados por poderem partilhar as suas memórias".

Em relação ao nome do livro, a professora assegurou que "não é nenhum recado, apenas dá voz a um sentimento colectivo", tendo sido escolhido pelos alunos entre outras propostas de título colocadas à sua consideração.

Na sua opinião, ao início, as pessoas não estavam contra o Tróia Resort, "mas ficaram desiludidas ao ver a construção em altura, que é um tipo de ocupação do espaço que destrói a sua história", havendo muita gente "que até tem medo de lá ir, tem medo do que vai encontrar".

No âmbito desta iniciativa, os docentes manifestaram-se ainda orgulhosos com o trabalho desenvolvido pelos alunos, "que mostraram ser capazes de produzir algo muito válido para o público", nas palavras de Jaime Pinho.

Por seu lado, Maria José Simas destacou que este tipo de projectos "valoriza o saber e a cultura familiares e devolve aos miúdos um certo orgulho pelas famílias, pelo seu valor documental, mesmo quando são iletradas".

"Quando a Tróia era do Povo" aborda as vivências, divertimentos e convívios em Tróia e detém-se em aspectos como as características do vestuário, as práticas alimentares e de higiene ou as festividades religiosas, traçando uma espécie de quadro sociológico animado por dúzia e meia de fotos da época, algumas provenientes do Arquivo Fotográfico Américo Ribeiro e outras de colecções particulares.

O volume, vendido a cinco euros, é o quarto de uma colecção que integra "A Vida e o Trabalho em Setúbal no Tempo dos Nossos Avós", de 1986, "Mano Preto Mano Branco - Direitos Humanos em Angola e Moçambique (1950-1974)", publicado em 2003, com prefácio do autor angolano Pepetela, e "De Sol a Sol - O Alentejo dos Nossos Avós", lançado em 2006, com prefácio do jovem escritor José Luís Peixoto. Os dois últimos tiveram três edições.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Portugal Mach Cup - Women's Cup 2009





Depois dos homens agora as senhoras, as finais serão disputadas no Sábado.

Projecto de recuperação da frente ribeirinha


O Plano de Pormenor revela a oportunidade perdida para uma verdadeira requalificação da frente ribeirinha de Setúbal.
Em vez de haver um estabelecimento de uma continuidade entre o centro urbano e o rio onde os setubalenses tivessem zonas de lazer de usufruto comum ou com equipamentos urbanos e sociais.
Foi projectado um conjunto de edifícios de quatro e cinco pisos, atingindo os 17 metros, que ameaça tornar-se numa barreira entre a cidade e o rio, uma ruptura em termos paisagísticos, esta operação de loteamento, que aposta em novas construções, de densidade e implantação inadequadas à área de intervenção, transformação definitiva da zona ribeirinha de Setúbal numa frente urbana que separará a cidade do seu rio.

Setúbal Bay International Swim Marathon




A quarta edição da “Setúbal Bay International Swim Marathon”, competição internacional que será antecedida de uma prova nacional destinada a nadadores federados, realiza-se dia 27, com partida no Parque Urbano da Albarquel, com a presença de mais de 150 atletas.

Portugal nesta edição da “Setúbal Bay International Swim Marathon” será representado por oito nadadores, dois femininos e seis masculinos, destacando-se a presença de Daniela Inácio e Arseniy Lavrentyev, atleta de origem ucraniana que representa Portugal, vencedor da última edição da competição.

Na conferência de imprensa, o atleta estava “satisfeito por voltar a competir” na prova onde “deseja sempre voltar”, apesar da “baixa temperatura da água”, referiu, gracejando.

Entre os nadadores presentes na prova internacional vão estar ainda o germânico Thomas Lurz, o búlgaro Petar Stoychev, a alemã Angela Mauer e as brasileiras Marcela cunha e Poliana Okimoto.

A prova nacional, com dois quilómetros, onde são esperados mais de cem atletas, inicia-se pelas 15h00. Já as provas internacionais, em masculinos e femininos, com dez quilómetros, começam pelas 17h30 e 17h45, respectivamente.


Programa:

14h40 – Briefing final da prova nacional

15h00 – Partida da prova nacional (2.000m)

16h00 – Aquecimento da prova internacional

16h30 – Cerimónia de entrega de prémios da prova nacional

17h00 – Apresentação dos nadadores

17h30 – Partida da prova internacional masculina (10.000m)

17h45 – Partida da prova internacional feminina (10.000m)

20h00 – Cerimónia de entrega de prémios da prova internacional


Feira do Livro de Setúbal

Centenas de publicações vão estar à disposição do público com preços especiais, entre 26 de Junho e 12 de Julho, numa tenda com 250 metros quadrados, instalada na Avenida Luísa Todi, durante a Feira do Livro de Setúbal.

A iniciativa, organizada pela Câmara Municipal de Setúbal e a empresa Divulgação, com o apoio do Plano Nacional de Leitura LER +, conta com a participação de cerca 40 editoras nacionais, que apresentam obras que abrangem todos os géneros literários.

Todos os dias do certame, que estará aberto ao público entre as 10h00 e as 22h00, vão ser praticados preços de feira, com descontos que rondam, em média, os 15 e os 20 por cento, além de promoções pontuais, que podem atingir os 40 por cento.

Além destas facilidades, os visitantes que apresentarem um cupão distribuído com os folhetos de divulgação do certame, têm direito a um desconto adicional de um euro por cada dez em compras.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A Setubalense Neuza Silva foi eliminada por Williams


A tenista setubalense Neuza Silva foi, esta segunda-feira, eliminada na primeira ronda do torneio de Wimbledon, depois de perder com a norte-americana Serena Williams, número dois do Mundo, por 6-1 e 7-5.

Na sua estreia num quadro principal de uma prova do Grand Slam, Neuza Silva, 154.ª do Mundo, teve o privilégio de jogar no Court Central de Wimbledon, mas acabou por perder com a norte-americana, que já conquistou nove títulos dos quatro mais importantes torneios.

No primeiro parcial, que durou 27 minutos, Neuza sentiu grandes dificuldades perante a potência do jogo da norte-americana e acabou por perder por 6-1, num parcial em que venceu apenas 50 por cento dos pontos no seu primeiro serviço e 20 por cento no segundo.

A tenista lusa melhorou no segundo parcial e apenas cedeu um "break" no 12º e derradeiro jogo, que acabou por dar a vitória a Serena Williams, por 7-5, após 46 minutos.

No segundo "set", Neuza Silva melhorou as suas percentagens no serviço, vencendo 63 por cento dos pontos na primeira bola e 43 na segunda.


terça-feira, 16 de junho de 2009

Portugal Match Cup 2009



As melhores tripulações do mundo preparam a participação no Tróia Portugal Match Cup 2009, etapa portuguesa do World Match Racing Tour (WMRT). A prova, que decorre entre 16 e 21 de Junho, conta com a presença de 12 equipas, e tem o patrocínio do Turismo de Portugal e do Tróia Resort e a organização da Sun Sailing Team.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

CAFÉ DEL MAR




Nos dias 3 e 4 de Julho no Festival AWM, LOUNGE - DJ CAFÉ DEL MAR (IBIZA)

Em 20 de junho de 1980 foi inaugurado Café del Mar, localizado na ilha de Ibiza e San Antonio de Portmany. Um bem conhecido arquitecto catalão, Lluis Güell, é responsável pelo design, decoração e arquitectura do café junto ao mar.
Logo ela começa a ser visitado por pessoas de cultura, literatura, bohemia e intelectuais. O motivo é a sua devoção especial para o pôr do sol, sem dúvida, um dos mais maravilhosos e incríveis existentes no mundo. Este ritual é acompanhado de música pouco habitual na noite de Ibiza (jazz, clássica, blues, etc ...). Foram estas músicas e o pôr do sol que deram fama e notoriedade diferente a este lugar mágico.


No final dos anos 80 começou a venda de cassetes compilações da música que era ouvida lá. Em 1994, a empresa Inglêssa React publicou o primeiro CD "Café del Mar". Irá incluir obras de artistas de renome mundial, tais como Underworld, Adam, Stelle, Tabula Rasa, etc ... O sucesso dessa colecção faz com que nos Verões de 95 e 96 de edite o "Café del Mar - Volumen Dos" e "Café del Mar - Volume III".

Este sucesso faz com que a Polygram UK (Universal Music) edite em 97 e 98 "Café del Mar - Volume Quatro" e "Café del Mar - Volume Five".

No Verão de 1998 abriu a primeira loja Cafe del Mar, que vende merchandising com o logotipo do Café del Mar.

domingo, 7 de junho de 2009

Eleções Europeias 2009 - Resultados Setúbal


Resultados Parlamento Europeu 2009 - Distrito de Setúbal


CDU 25.60%



PS 24.27%



PSD 16.43%



BE 14.71%



CDS-PP 6.38%



PCTP/MRPP 1.67%



MEP 1.42%



MPT 0.64%



MMS 0.59%



PNR 0.55%



PH 0.52%



PPM 0.37%



POUS 0.13%



Resultados Parlamento Europeu 2009 - Concelho de Setúbal


PS 23.27%



CDU 19.85%



PSD 19.50%



BE 16.13%



CDS-PP 8.46%


Resultados Parlamento Europeu 2009 - Freguesia Nª Sª Anunciada


PS 23.63% PSD 20.32% CDU 17.70% BE 17.29% CDS-PP 8.47%




Resultados Parlamento Europeu 2009 - Freguesia Santa Maria


PS 4.12% PSD 23.22% BE 16.72% CDU 14.48% CDS-PP 9.25%




Resultados Parlamento Europeu 2009 - Freguesia S. Julião


PSD 29.16% PS 19.94% BE 15.82% CDU 11.24% CDS-PP 10.98%




Resultados Parlamento Europeu 2009 - Freguesia S. Lourenço


PS 24.65% PSD 20.55% CDU 16.32% BE 15.11% CDS-PP 9.06%




Resultados Parlamento Europeu 2009 - Freguesia S. Sebastião


PS 24.14% CDU 21.08% BE 17.34% PSD 16.12% CDS-PP 8.30%




Resultados Parlamento Europeu 2009 - Freguesia S. Simão


PS 24.68% PSD 20.69% CDU 20.34% BE 13.56% CDS-PP 7.68%




Resultados Parlamento Europeu 2009 - Freguesia Gambia-Pontes e Alto da Guerra


CDU 38.65% PS 22.21% PSD13.25% BE 11.10% CDS-PP 4.51%




Resultados Parlamento Europeu 2009 - Freguesia Sado


CDU 42.29% PS 22.71% BE 13.04% PSD 7.39% CDS-PP 3.42%


The Legendary Tiger Man



The Legendary Tiger Man
é um nome artististico de Paulo Furtado, um artista, vocalista e músico blues português, num estilo de “banda de um homem só”. Com um estilo singular, Furtado toca guitarra, harmónica e bateria sozinho em palco. Editou até hoje quatro álbuns:

* 2002 In Cold Blood - Subotnick Enterprises
* 2003 Fuck Christmas, I Got the Blues - Subotnick Enterprises
* 2004 Naked Blues - Subotnick Enterprises
* 2006 Masquerade - Nortesul/BMG

Paulo Furtado é também o vocalista e principal compositor da banda Wraygunn. Teve uma participação especial em Torch Songs for Secret Agents, do produtor Bulllet, nome pelo qual é conhecido Armando Teixeira.

Ex-Membro fundador dos Tédio Boys.

No dia 3 de Julho no
awmfestival no Castelo de São Filipe em Setúbal, mais um conserto a não perder.

http://www.awmfestival.com/

sábado, 6 de junho de 2009

TINARIWEN




Os Tinariwen é um grupo formado por pessoas Tuareg que habitam a região desértica do Mali. Já é um grupo rodado — formou-se em 1982 —mas só “surgiu aos olhos do mundo” a partir de 2001, quando conseguiram gravar seu primeiro CD ( The Radio Tisdas Session).
Os Tuareg enfrentam, ainda, uma luta pelo reconhecimento de sua autonomia política junto aos governos dos poucos países da África Saariana que ainda toleram sua presença em seus territórios. É esse o mote da maioria das letras da banda que, contrariando a tradição Tuareg, optou por cantar suas desventuras ao invés das vitórias, já nas areias da história.
A estrutura da música daquele povo é bem similar a do blues e do rock. É uma música de compasso quartenário, que tem a guitarra como instrumento base e que o ritmo se repete em estruturas simples permitindo a improvisação. Como no blues, há também uma estrutura de frases musicais que dialogam sob forma de “perguntas” e “respostas”. A própria temática (lamentação), também, é algo muito semelhante ao ritmo do Delta do Mississipi.
Essa peculiaridade, junto à influência da cultura ocidental pelo processo de globalização (Ibrahim Ag Alhabib, guitarrista e um dos vocalistas do grupo, afirma que viu uma guitarra pela primeira vez no cinema e diz ser influenciado por Elvis e Hendrix) criou uma música que nos soa familiar e estranha. Uma música que, apesar de ser executada com instrumentos conhecidos, traz em sua melodia, harmonia e ritmo o que só os Tuareg poderiam exprimir. Seus desejos, suas lamúrias, a sua relação com o deserto…
Se não quiser esperar pelo dia 3 de Julho, no AWM – Arrábida Word Muisic Festival, para conhecer o som deles, veja um dos vídeos abaixo.

(in Fazenda Virtual)

http://www.youtube.com/watch?v=-MHAKNL-Vkg


http://www.youtube.com/watch?v=V8DlnTVzHx0

http://www.youtube.com/watch?v=3hR6eWexxZA